Mês Leve
Criar conta

Artigo · Salário e direitos

Separe o faturamento do MEI do dinheiro que a casa pode gastar

Faturamento de MEI não é salário. Dali saem DAS, possível reserva de imposto, custo da atividade e só então o que a casa pode gastar. Misturar a chave pix do negócio com o aluguel é o furo mais comum do CNPJ pequeno.

Conteúdo por Larissa Matias (editorial) Revisado em Próxima revisão até

Faturamento não é líquido

MEI tem teto de faturamento, atividades permitidas e guia mensal, e estourar o teto ou sair da atividade registrada muda o enquadramento. A fonte disso é o Portal do Empreendedor, não um post de dica. Quem abriu o CNPJ para vender bolo por encomenda e hoje revende produto de terceiro pode ter mudado de atividade sem perceber, e é no Portal do Empreendedor que isso se confere.

Da mesma receita sai o DAS, que tem vencimento próprio e não espera o cliente pagar. Atrasar a guia para girar o mês vira multa e ruído previdenciário. Trate a guia como conta fixa da atividade, no mesmo lugar em que moram luz e água, mesmo quando o faturamento oscila. Mês fraco não suspende a guia; só deixa mais claro que ela é custo de estar aberto.

DAS no calendário

Um pró-labore informal, o valor que a casa realmente retira do CNPJ, precisa ser menor do que o faturamento e maior do que o desejo. Sem esse número escrito, o negócio financia a casa até quebrar os dois: a retirada vira o que sobrou na conta, e o que sobrou na conta é sempre uma medida do mês passado. Defina a retirada antes de abrir o extrato e repita o mesmo valor por alguns meses.

Mês forte de MEI não autoriza teto novo de aluguel. Use piso de retiradas, como em qualquer renda variável: olhe os meses mais fracos do último ano e ancore o compromisso fixo neles. Quem assina contrato longo na crista de uma encomenda grande passa o resto do ano tentando repetir aquela encomenda. O pico entra no caixa; ele não entra no contrato.

Um piso para a casa

Nota emitida não é dinheiro na conta. Prazo de cliente é descasamento de caixa, e o orçamento da casa não pode assumir o boleto que o cliente ainda não pagou. Um prestador com dois ou três clientes grandes vive isso todo mês: o faturamento no papel está alto e a conta corrente, vazia. O que paga a feira da semana é o recebido, nunca o emitido.

A ferramenta de piso seguro cabe no histórico de retiradas, não no faturamento cheio; informar o bruto devolve um piso que a guia do mês seguinte vai desmentir. Ela organiza o que já saiu do caixa do negócio para a casa e não decide nada por ninguém: quem escolhe o número da retirada continua sendo quem conhece a sazonalidade do próprio serviço e os clientes que somem em janeiro.

Fonte do empreendedor

Conta bancária misturada esconde o DAS. Separar as chaves pix não é preciosismo: é a única forma de ver se a casa está emprestando para o CNPJ ou o contrário. Enquanto o aluguel sai da mesma conta que recebe o cliente, qualquer diagnóstico é chute, inclusive o de que o negócio dá lucro. Separadas, dá para ver quanto o negócio mandou para a casa no mês.

Abertura, baixa e desenquadramento são atos oficiais, com formulário próprio e efeito no CNPJ. Este site não é contabilidade nem porta do gov.br: ele organiza o calendário da casa depois que a retirada acontece. Dúvida sobre limite, atividade permitida ou parcelamento se resolve no canal do governo ou com um contador, e a resposta de lá vence qualquer resumo escrito aqui.

Do texto para a prática

Do contracheque para o calendário do mês

Entender o que entra é o começo. No app Mês Leve, o que entra e o que sai ficam no mesmo calendário — e o líquido vira decisão, não susto no fim do mês.

Sem conectar o banco · seus valores continuam privados

Fontes e revisão